Nada nos é dado
temos sempre de lutar
mesmo quando tudo nos é tirado.
Isto não é fácil
quando a dor não se apaga
e a Morte não nos larga.
Olhamos para bem alto
Escondemos a escuridão
“Está tudo bem!”,damos um salto
E assim nos equilibramos em vão.
A dor não te afecta
“Sorri!”e assim se finje a alegria
as emoções tornam-se numa infinita recta
e embora ria
e me esforce para todos os dias levantar
não consigo apenas chorar.
Então apercebo-me “As lembranças k tenho
não são da pessoa que sou!”
Sei de onde venho
Mas não quero saber para onde vou...

Muito bem Leonardo, a demonstrares aqui a tua versatilidade, raríssimas foram as vezes que me aventurei neste género literário (tirando as vezes que era para pregalhar). Abordas aqui sentimentos, sensações e estados de alma que temos ou tivemos em comum, e que com certeza são partilhados por pessoas por esse mundo fora, as quais se sentiriam identificadas tal como eu. Que ambiguidade esta a nossa (humana) de fingir alegria quando se está imerso na tristeza, não queremos incomodar, queremos guardar para nós, não queremos parecer fracos, não nos queremos expor, etc etc. Isto leva-me para uma frase típica dos concorrentes do big brother "eu aqui estou a ser mesmo eu", e concluo que as vezes que nós somos mesmo nós como todos os nossos defeitos e qualidades, tristezas e alegrias, ignorâncias e argúcias, são escassas, mas também me pergunto "o que é ser mesmo eu?", mas evitando entrar em derivas filosóficas (nas quais sou manifestamente incipiente) e terminando, é que do ponto em que estamos em privado a falar sozinhos até ao ponto em que estamos em sociedade, há sempre algo que se perde ou esconde pelo caminho, há sempre algum artifício moral ou espiritual que usamos para parecer, o que é convencional em sociedade. Não sei se me perdi por aqui, espero ter conseguido ser claro, também já é tarde :z.
ResponderEliminarcom em vez de como ali em cima :z
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